Agência Estado
De Andradina
O estudante Vitor Alexandre Ferreira dos Santos, acusado de ter matado quatro pessoas de sua família em Mirandópolis, a 610 quilômetros de São Paulo, foi declarado inimputável por uma equipe de psiquiatras que o consideraram esquizofrênico. Os crimes aconteceram nos três primeiros meses deste ano e abalaram os moradores da tranquila cidade de 40 mil habitantes, onde uma das vítimas, o empresário José Carlos Crevelaro, era de família tradicional.
O laudo pericial não foi contestado pelo Ministério Público, nem pelo advogado de defesa Ygnácio Akira Hirata. Por causa disso, Hirata acredita na possibilidade de o juiz decidir pela internação de Santos num manicômio judiciário. Santos declarou aos médicos Francisco Antunes Ribeiro Neto e Ernindo Bacomani Júnior que só se lembrou da morte da mãe, ocorrida em abril.
Ele atribuiu o homicídio à necessidade de se libertar de energias espirituais que impediam o seu desenvolvimento. Em depoimento à Justiça, Santos negou a autoria de todos os crimes e disse que foi forçado pela polícia a fazer as declarações. Ele também foi acusado de matar o casal de tios, com quem morava, e a avó.
Lúcia Delai, de 72 anos, foi a primeira vítima a morrer por estrangulamento, método usado também nas demais pessoas. O médico que atestou serem mortes naturais, agora responde a processo por falsidade ideológica. O delegado Natanael Pinheiro da Silva acha que outras mortes poderiam ter sido evitadas se a suspeita sobre o rapaz tivesse sido apresentada logo no início do ano.

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