O Parque Nacional Rapa Nui (Chile), é considerado pelos especialistas um dos mais importantes sítios arqueológicos do planeta, mas requer cuidados redobrados da Unesco em relação à conservação dos artefatos históricos.
A reserva ocupa 25% dos 16 mil quilômetros quadrados da Ilha de Páscoa e mantém em sua área 900 moares (estátuas gigantes milenares aparentando rostos humanos), 300 altares cerimoniais e dezenas de sítios formados por artes rupestres. Segundo o diretor do parque, Marcos Rauch, o maior problema enfrentado pelas entidades que preservam o local é obter financiamentos para restaurar e conservar os objetos milenares. ‘‘O sítio já passou por uma reforma geral entre 1992 e 1996, orçada em US$ 3 milhões. Mesmo assim, ainda faltam recursos para dar continuidade ao trabalho.’’
Cálculos dos pesquisadores e arqueólogos que trabalham no Rapa Nui, estimam gastos de US$ 100 mil a US$ 200 mil na restauração de uma plataforma cerimonial, enquanto que cada moar custaria de US$ 10 mil a US$ 15 mil. ‘‘Estamos brigando para conseguir novos finaciamentos internacionais por meio da Unesco. Vamos ver o que acontece até o final do ano’’, disse Rauch.
O Parque Nacional Rapa Nui foi fundado em 1966. Além do diretor, outras 17 pessoas trabalham na ilha, entre técnicos, guarda-parques e funcionários que cuidam da limpeza. Anualmente a reserva recebe cerca de 20 mil turistas, maioria composta por europeus e norte americanos. A Unesco concedeu o título de Patrimônio Mundial para a reserva chilena no ano de 1995.

mockup