Para o gerente de Conteúdo do movimento Todos pela Educação, Ricardo Fatzetta, o Enem não pode ser considerado um "termômetro" do Ensino Médio, já que se tornou um exame para certificação da conclusão dos estudos e, principalmente, uma porta de entrada para as universidades. Assim, o exame teria um caráter mais individual do que uma avaliação do colégio, como ocorre na Prova Brasil.
Ele lembrou que os diferentes níveis socioeconômicos, a permanência dos alunos na escola, o número de estudantes na unidade, a formação dos professores e a série histórica são disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) e precisam ser levados em consideração durante as comparações entre os colégios. "O ranqueamento é injusto e é muito cruel rotular uma escola em função de apenas um resultado", afirmou. De acordo com Fatzetta, o resultado pode sofrer distorções que precisam ser analisados de maneira isolada. "As escolas particulares utilizam o Enem, principalmente, para a divulgação comercial", acrescentou. (R.F.)

mockup