Rampa causa desconforto a pedestres
Marcos Zanatta
A retomada das obras do Novo Centro e a promessa de reforma do antigo prédio da delegacia de Maringá está sendo comemorada principalmente pelos pedestres que passam todos os dias no cruzamento das Avenidas Paraná e Guaíra. O viaduto do túnel ferroviário do Novo Centro obrigou a construção de uma rampa com 1,40 metro de elevação na Avenida Paraná. Desde janeiro de 1997, quando o obra foi entregue, os pedestres e mesmo os motoristas que passam pelo local não se conformam com a rampa.
A situação é mais grave para os pedestres. Quem passa pelo lado da Avenida Guaíra tem que enfrentar uma escada, que termina bem no cruzamento das duas avenidas, e ainda passar ao lado do prédio da antiga delegacia, que abriga todo tipo de desocupados.
Os pedestres que optam pelo outro lado da Avenida Paraná, além da rampa, tem que encarar um trecho de pelo menos 50 metros de terra batida no lugar da calçada. O pequeno trecho vira uma lagoa quando chove e depois uma grande poça de barro.
A explicação para a rampa, segundo Adriano Valente, presidente da Urbamar, empresa que cuida da urbanização do Novo Centro, é que o túnel ferroviário não poderia ser mais fundo no local. A altura do túnel, explica Valente, tem que ter 9 metros. Para colocar os trilhos a 9 metros abaixo da Avenida Paraná, a rampa de subida depois do túnel ficaria com uma inclinação acima da permitida pela Rede Ferroviária Federal, que é de 1,5%. Por isso, precisamos fazer uma elevação no cruzamento com a avenida, disse.
O presidente da Urbamar esclarece, no entanto, que o local será melhorado com o fim das obras. Como o trem continuou passando no nível da avenida, não foi possível suavizar a rampa, como o que foi feito do lado da Zona 7. Hoje a avenida é liberada apenas para veículos pequenos por causa da inclinação de 12% da rampa da Avenida Paraná. Apesar da proibição, é comum caminhões e até carretas passando pelo local.
Os pedestres querem melhoria para transitar na área. Muitos têm receio de passar ao lado do prédio onde funcionava a delegacia e acham que a reforma, para abrigar a Ciretran local, vai mudar a área. A cobrança, entretanto, é que a escada para os pedestres seja substituída por uma rampa com corrimão para impedir que a pessoa entre no cruzamento. Da maneira que a travessia é feita, o pedestre não vê quando o veículo vai virar na Avenida Guaíra e pode ser atropelado.





