Ramires mostra Foz há 26 anos
Foz do Iguaçu

Sílvio VeraMário Roberto Ramires agora divide suas atividades com o trabalho junto a portadores do HIV em Foz do IguaçuMuito conhecido em Foz do Iguaçu, o guia de turismo Mário Roberto Ramires está na profissão há 26 anos. Além de cada detalhe das Três Fronteiras, ele conhece também outros 36 países. Agora ele está dividindo a paixão pelo trabalho com outra atividade, que começou a exercer há pouco tempo: trabalhar pelos portadores do vírus HIV.
Folha da Amizade - Como começou este trabalho com portadores do HIV?
Mário Ramires - Em junho comecei a cuidar de um amigo que já estava na fase terminal da doença. Para conseguir dinheiro para o tratamento, realizamos alguns jantares. Meu amigo morreu, mas aprendi que tem muita gente precisando de ajuda. Por isso sou colaborador do Núcleo de Apoio e Solidariedade a Aids (NASA).
Folha - Quais os seus projetos nessa área?
Mário - Na 4ª Conferência do Conselho Municipal de Saúde, eu sugeri a realização de um simpósio em Foz do Iguaçu para discutir o problema da Aids com toda a comunidade. A idéia foi aceita. As palestras serão feitas por especialistas de todo o País. Fora isso, estamos realizando, no próximo dia 12, um jantar benificente para arrecadar fundos para os portadores do vírus. O ingresso custa apenas R$ 10, com o vinho incluído. Será no D. Poletto.
Folha - Vamos falar de trabalho. Por que você resolveu ser guia de turismo?
Mário - Acho que foi a profissão que me escolheu. Eu comecei a trabalhar muito cedo. Fui balconista, vendedor e trabalhei em escritório. Quando eu estava terminando o ginásio, promovi uma série de festas. Com o dinheiro, a minha turma organizou uma viagem por cinco estados brasileiros (Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia). Meu chefe não queria me dar férias, então pedi a demissão. Mas durante a excursão, em cada cidade que a turma chegava, instintivamente eu começava a dar todas as informações, que eu tirava de um Guia Quatro Rodas. Quando voltei me matriculei num curso de guias.
Folha - Há 26 anos mostrando sempre a mesma cidade. Não é cansativo?
Mário - De maneira alguma. Adoro a minha profissão. Sou incansável no que faço.

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