Raios na madrugada assustam londrinenses
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2009
Marian Trigueiros<br>Reportagem local 
Londrina- O barulho causado pela grande quantidade de raios que caíram em Londrina acordou muita gente durante a madrugada. Segundo Marco Antonio Jusevicius, do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), foram registrados 70 raios no período da meia-noite até nove horas da manhã.
''Apesar do número ser relativamente alto, a intensidade da maioria dos raios pode ser considerada moderada; foram descargas atmosféricas padrão. O fato de muitos terem a sensação de que foi forte, pode ter sido pela sequência de raios num intervalo pequeno, ou seja, a grande incidência num curto espaço de tempo'', explicou. Dados da Simepar indicam que os raios se concentraram por volta das quatro horas da manhã.
Ainda conforme ele, os raios com maior intensidade caíram em áreas longe da região central ou em divisas com cidades vizinhas. ''O mais forte que caiu em Londrina, na região sul, foi de 51 mil ampéres, mas a média não passou de 20 mil dentro do perímetro urbano. O mais alto registrado, com cerca de 200 mil ampéres, foi na zona rural de Ibiporã'', informou. Uma descarga elétrica pode variar entre 2 mil e 300 mil ampéres.
O meteorologista observa que é comum o registro de raios nessa época do ano, quando a presença de nuvens de tempestade é maior que em outras estações. ''O raio é uma forma da nuvem, que está com muita energia, se equilibrar. Para isso, há a descarga para a superfície terrestre'', destacou.
Os raios costumam cair sempre em pontos altos e pontiguados, que ofereçam menor resistência entre a nuvem e a terra. No entanto, áreas descampadas e rural também têm mais chances de atração. As áreas mais críticas no Paraná são as cidades de Cascavel, Campo Mourão e Guarapuava, regiões de relevo com grandes áreas de instabilidade.
Para-raios
Uma das preocupações de quem mora na cidade é que um raio caia - literalmente - na cabeça. Áreas de grande altitude são mais vulneráveis. Numa cidade em que a área central é tomada por edifícios, a preocupação deve ser redobrada. O Corpo de Bombeiros é o órgão responsável pela vistoria nesses locais que, obrigatoriamente, devem ter um para-raio instalado.
''Entre os itens da vistoria para avaliar se o sistema preventivo contra incêndio no local está adequado, está o laudo assinado pelo engenheiro elétrico que instalou o para-raio. Nós apenas verificamos se há ou não o aparelho. O engenheiro é responsável pela dimensão do equipamento, que varia de acordo com a edificação'', diz o tenente Clodomir Marafigo, chefe do setor de vistoria do Corpo de Bombeiros. A falta do aparelho acarreta em notificação e a não emissão de certificado de vistoria.


