Raio mata bancário em Londrina; temporal causa transtornos
Um raio matou o bancário José Carlos Cândido Romero, 47 anos, no final da tarde de ontem, quando ele praticava cooper na Rua Bento Munhoz da Rocha, às margens do Lago Igapó 2 (zona sul de Londrina). Ele estava com o cunhado, Wilson Duarte, 46 anos, que sofreu ferimentos leves e estava em observação no Hospital Evangélico até as 20h30 de ontem.
O irmão de José Carlos, José Roberto Cândido Romero, não tinha informações sobre como ocorreu o acidente. Wilson Duarte havia comentado com ele apenas que os dois ouviram um estrondo e cada um correu para um lado. José Carlos morreu no local e o corpo foi enviado para o Instituto Médico Legal (IML), onde permanecia até 21 horas.
José Carlos era bancário há cerca de 15 anos e trabalhava no posto do Banco do Brasil, que fica na sede da Polícia Federal, em Londrina. Ele residia na Rua Dallas, no Jardim Montreal (zona oeste). Deixa viúva e três filhos, com 13, 19 e 24 anos.
Agência Estado(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)RecordeChuva de ontem à tarde em São Paulo provocou diversos pontos de alagamentos na cidade e o maior congestionamento do ano: 159 kmA forte chuva e o vento causaram transtornos no centro da cidade. Algumas ruas e avenidas ficaram intransitáveis. A enxurrada invadiu casas, derrubou muros e arrastou carros.
Na Rua Goiás, um barracão de estacionamento de revenda de automóveis veio abaixo. Ninguém ficou ferido. No trecho entre a Pernambuco e a Professor João Cândido, as galerias de águas pluviais não suportaram o volume, que chegou a arrastar um carro. O cruzamento das avenidas Higienópolis com Juscelino Kubitschek e a rotatória da Alameda Júlio de Mesquita Filho, em frente ao Ginásio de Esportes Moringão, também ficaram intransitáveis.
Os bairros da zona norte também foram bastante atingidos. No assentamento São Jorge (área ocupada por centenas de famílias sem-teto) o caos era total. O bairro não conta com asfalto e muitos dos barracos não resistiram à força da chuva. O assentamento ficou isolado e os moradores desesperados, pois não conseguiam socorro da Defesa Civil, que só foi acionada por volta das 21 horas.
Muitas pessoas ligaram para a Redação da Folha reclamando de órgãos públicos que não estavam funcionando após às 18 horas. A maioria dos telefonemas dava conta de que a água invadiu casas, provocando danos ou perda total dos bens domésticos. Foi o que aconteceu nos conjuntos João Paz, Farid Libos, Violin, Vila Marísia e Parque Ouro Verde. No Conjunto Milton Gavetti e outros daquela região, ônibus do transporte coletivo e automóveis ficaram atolados no barro provocado pela abertura de valetas da implantação da rede de esgoto.
No Ouro Verde, as casas mais atingidas foram as da Rua Uganda. No número 75, a dona de casa Terezinha Gomes Siqueira teve que correr para a rua com os três filhos menores para não ser arrastada pelas águas. A casa ficou inundada, com cerca de 50 centímetros de água. Muitos móveis foram danificados, mas ninguém foi ferido. Os moradores reclamaram que as inundações são constantes, porque as bocas-de-lobo vivem entupidas.
São Paulo A forte chuva que atingiu a cidade de São Paulo no meio da tarde de ontem provocou diversos pontos de alagamento pela cidade. Como consequência, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou, às 18h30, o segundo maior congestionamento do ano na cidade (159 km). O recorde pertence à última sexta-feira, quando foram registrados 194 km de trânsito parado.
As chuvas começaram pouco depois das 16 horas, quando eram registrados apenas 27 km de congestionamento. Logo em seguida apareceram pontos de alagamento na marginal Pinheiros, avenida Jaguaré, ligação Leste-Oeste, avenida 23 de Maio e Radial Leste. Alguns dos pontos eram intransitáveis. Um muro caiu sobre duas casas no bairro do Cambuci. Segundo a Defesa Civil não houve vítimas.César AugustoLamaBairros da zona norte em Londrina foram bastante atingidos. Moradores reclamam de bueiros entupidos. Defesa Civil só foi acionada às 21 horasÁureo Nogueira,
Osmani Costa e
Agência Estado





