Rainha Sílvia, da Suécia, inaugura instituto para crianças em SP14/Mar, 15:18 Por Paula Puliti São Paulo, 14 (AE)- A rainha Sílvia, da Suécia, anunciou oficialmente, hoje, a Fundação do Instituto Wcf-Brasil, World Childhood Foundation (WCF) criado em junho de 1999 pela própria rainha, na Suécia. O instituto é, basicamente, uma entidade sem fins lucrativos que dá suporte técnico e financeiro a projetos voltados ao atendimento de crianças e adolescentes, principalmente àquelas vítimas de abusos e violências físicas e sexuais. O instituto capta recursos junto à iniciativa privada e financia projetos de ONGs que atuam junto às crianças que sofrem violência. Nessa primeira etapa, o instituto estará colaborando com doze projetos que, juntos, necessitam de R$ 1,150 milhão. Desse total 50% serão fornecidos pela Fundação, na Suécia, e o restante virá dos colaboradores brasileiros da Instituição, entre os quais, o Grupo Camargo Corrêa, Aracruz Celulose, Hering Grupo Votorantim, Grupo Itaúsa, Ericsson, Veracel, D´Paschoal, Asea Brown Boveri, Instituto Ayrton Senna e Mayer Estri Metal. Para este ano, o orçamento total do Instituto WCF no Brasil é de US$ 1 milhão, valor que deverá ser suficiente para o financiamento de 25 projetos já aprovados. O instituto, segundo o presidente Marcos Kisil, vai priorizar projetos que assistam crianças e adolescentes em risco de se tornar menores infratores. Em seu discurso, durante a cerimônia de inauguração do Instituto, a rainha Sílvia destacou que os direitos das crianças são raramente respeitados. "Muitas vezes, o crime e a prostituição são as únicas chaves para essas crianças". A idéia de criar o WCF surgiu há cerca de 3 anos. Com o apoio do governo suéco, a rainha buscou recursos junto à bancos, indústrias suécas e alemãs e instituições internacionais. A WCF já opera nos Estados Unidos e na Alemanha, e apóia projetos na Rússia, Espanha e em Kosovo, além do Brasil. O governador de São Paulo, Mário Covas, que discursou na abertura de cerimônia, disse dar total apoio a iniciativa, mas afirmou que o papel da iniciativa privada nas políticas sociais não significa que o Estado esteja abandonando seu papel. Covas acredita que uma parceria entre estado e fundações como a WCF é bastante desejável. No entanto, o governador admitiu que a forma como se daria essa contribuição ainda não foi sequer idealizada.

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