O principal líder do Movimento dos Sem-Terra (MST) do Pontal do Paranapanema, José Rainha Júnior, acusou ontem o juiz Darci Lopes Beraldo, da comarca de Pirapozinho, de ser ‘‘um defensor, nítido e claro, dos grileiros e ladrões de terras da região’’ e previu a mobilização dos trabalhadores em protesto contra a sentença que o condenou, juntamente com outros sete integrantes da organização, a dois anos de reclusão, com direito a sursis, por invadir a fazenda São Domingos, em Sandovalina, em 1995.
Rainha disse que a condenação não chegou a surpreendê-lo. ‘‘Surpresa seria, se fossem condenados o fazendeiro e os pistoleiros que dispararam contra os trabalhadores’’, afirmou. Além de Rainha foram condenados sua mulher, Diolinda Alves de Souza, e seis coordenadores regionais do MST do Pontal.
De acordo com o líder, que pretende discutir o assunto nos próximos dias com a direção regional do MST, a condenação poderá ser um dos temas da manifestação de protesto que os sem-terra estão organizando para 25 de julho, quando se comemora o dia do agricultor.
Rainha anunciou que ainda ontem pretendia conversar, por telefone, com o advogado do MST, Luiz Eduardo Greenhalgh, para que sejam adotadas providências visando à apresentação de recurso contra a decisão.

mockup