Teerã, 21 (AE-ANSA) - O ex-presidente iraniano Akbar Hashemi Rafsanjani, que apresentou recentemente sua candidatura para as próximas eleições parlamentares, garantiu que, embora não imediatamente, Teerã e Washington vão eventualmente restabelecer relações.
Rafsanjani, que ambiciona a presidência do Parlamento, disse que ambos os países "terminarão por restabelecer relações diplomáticas".
Sua posição, manifestada hoje (21) em uma entrevista em Teerã, contrasta com a do líder espiritual iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.
Rafsanjani considerou que o primeiro sinal de boa vontade dos Estados Unidos seria a restituição dos bens iranianos congelados pelos bancos norte-americanos.
A restituição é uma questão-chave, já que se os bancos norte-americanos tivessem devolvido os bens, o Irã teria aceitado negociar com os EUA.
A normalização das relacões com os Estados Unidos, que em 1995 impuseram um embargo comercial total a Teerã, é um dos temas mais polêmicos no Estado islâmico.
Washington buscou em várias oportunidades estabelecer negociações oficiais com Teerã, mas sempre recebeu uma resposta negativa.
Rafsanjani, que atualmente preside um poderoso conselho encarregado de mediar as disputas dentro do regime clerical islâmico, anunciou, há alguns dias, sua candidatura às eleições legislativas de 18 de fevereiro.
O ex-presidente, um religioso de 65 anos conhecido pelo seu pragmatismo, se apresenta como o homem do "compromisso" e da "reconciliação" entre as diferentes facções islâmicas.
Se for eleito, substituirá o atual presidente do parlamento e opositor de Kathami, Ali Nateq-Nuri.
Rafsanjani foi duas vezes presidente do Parlamento e obteve dois mandatos consecutivos na presidência da república, antes de deixar o posto a Kathami, em 1997.

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