Radioterapia contra o câncer reduz danos a tecidos saudáveis
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Rio - A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), em parceria com a Associação Brasileira de Física Médica (ABFM), promove no Rio o primeiro workshop internacional sobre Terapia de Radiação de Intensidade Modulada (IMRT, em inglês) no Brasil. Técnica de combate ao câncer desenvolvida nos Estados Unidos no fim da década de 90, a IMRT reduz os danos a tecidos saudáveis, localizados perto de tumores, provocados pela radioterapia convencional.
No Brasil, apenas os hospitais Albert Einstein e Sírio e Libanês, em São Paulo, e o Instituto do Rádio, em Campinas, utilizam a IMRT. ''É como se transformássemos um feixe de radiação grande em vários feixes pequenos, cujas intensidades são moduladas de acordo com o formato do tumor. Na radioterapia tradicional, o feixe é homogêneo'', explicou o chefe do Departamento de Física Médica da Cnen, Helvécio Mota. Em casos como o câncer de próstata, por exemplo, o método convencional normalmente produz efeitos colaterais sobre o reto e a bexiga.
Uma das razões para que a IMRT ainda seja pouco usada no Brasil é o seu alto custo. ''É preciso um investimento básico de US$ 800 mil'', afirmou o físico brasileiro Claudio Sibata, professor da East Carolina University, na Carolina do Norte (EUA). ''A médio prazo, a IMRT vai ser uma técnica usada no dia a dia da radioterapia'', garantiu.


