Radialista é preso por pedofilia em Jundiaí, SP
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quinta-feira, 13 de junho de 2002
Ivan Marcos Machado<br>Agência Estado 
Jundiaí - O radialista e diretor de marketing do Colégio Divino Salvador, de Jundiaí, Ayrton Miguel Vaz, de 47 anos, foi preso anteontem, acusado de pedofilia e atentado violento ao pudor. Ele teria confessado ter mantido relações sexuais com dois alunos da escola, ambos de 16 anos. Com autorização judicial, durante dois meses a Polícia Civil acompanhou as ligações telefônicas de Vaz.
O delegado do 6º Distrito Policial, Paulo Sérgio Martins, disse que as investigações tiveram início com uma ligação feita ao Disque Denúncia de Campinas, que tem uma seção para recebimento de queixas de abusos sexuais. Com autorização do juiz da Vara da Infância e Juventude, Jefferson Barbin Torelli, os telefones da casa e da sala do radialista foram grampeados. A polícia tem 12 horas de gravações e os nomes de 40 adolescentes.
Um dos estudantes, C.M., contou à delegada Fátima Giassetti, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que o radialista chegou a levá-lo a um motel da cidade, sob ameaça de revólver. Vaz negou que tivesse ameaçado qualquer pessoa com arma de fogo.
Foram apreendidos na casa de Vaz uma máquina fotográfica, filmadora, CDs-roms, disquetes, fotografias de alunos do colégio e de equipes de futebol, além de uma CPU. No computador foram encontradas fotos de garotos nus, informou o delegado Martins. Vaz disse que não distribuía as fotos, apenas as recebia por e-mail.
Como Jundiaí não tem cela especial para presos com nível universitário, o radialista ficará em Campinas. A pena para esse tipo de crime pode variar de 6 a 10 anos de prisão.
Pais de alunos do colégio foram surpreendidos, pois seus filhos mantinham relações muito próximas com Vaz, que controlava todas as atividades recreativas do colégio, mantido por padres. A direção do Colégio Divino Salvador não se pronunciou sobre o caso, mas colaborou com a polícia, em tudo o que foi solicitado.
Médico - A Polícia de Jundiaí também investiga um médico da cidade. Na última segunda-feira, uma garota de 9 anos sofreu atentado violento ao pudor, com o profissional passando as mãos em suas nádegas, na vagina e levantando a blusa da criança.


