O radialista Oscarlino Bento de Souza, também conhecido como Trovão, de 80 anos, foi encontrado morto na casa dele, na rua José Stella, no Conjunto Luiz de Sá, na zona norte de Londrina. Ele morava sozinho e o último contato com outra pessoa que ele teria realizado foi no domingo (24). A PM (Polícia Militar) foi acionada para atender a ocorrência na noite de terça-feira (26), às 22h15. Segundo o tenente Emerson Castro, da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar, ele foi encontrado com diversas perfurações no tórax.

“Ele estava bastante lesionado e tinha sido agredido”, declarou Castro. A porta da residência estava arrombada e a casa revirada, e os familiares notaram a ausência de seu telefone celular e da carteira também. A casa estava com cadeados nas portas e janelas. Tudo indica que é um crime de latrocínio”, informou. O tenente declarou que não há testemunhas do crime e pediu para quem tiver informações ligar para o disque denúncia 181 ou diretamente para WhatsApp 99843-7689.

O radialista Antenor Ribeiro relata que trabalhou na rádio Atalaia com Trovão. “O nome artístico dele era Carlos de Souza. Além de narrar o programa policial na Rádio Atalaia, ele apresentava às 22 horas um musical intitulado 'Você faz o programa', na mesma emissora. O prefixo do programa dele era a música Blue Tango”, relembrou.

“O Carlos era um camarada positivo, gente boa. Muito amigo. Na época ele morava na pensão Hollywood, que ficava perto do Bosque. Trabalhamos juntos no radioteatro. Ele narrava o programa Aconteceu, que era um relato do lado mais violento dos crimes. Era o de maior sucesso de nossa emissora, que era transmitido às 23 horas”, destacou. Ribeiro apontou que Souza era muito amigo. “Quando tinha uma festa ele sempre estava junto. Ele era um baixinho bom, gente finíssima mesmo. Como profissional ele foi o que se espera de um profissional de rádio: pontual, aprendendo sempre”, destacou.

“Eu acho que para a história do rádio londrinense o Trovão representou um padrão de voz. Ele tinha uma voz grave, metálica, e sabia usá-la para fazer a narração deste programa policial que tinha muita audiência em Londrina”, apontou.

A reportagem da Folha entrou em contato com vizinhos do radialista, que preferiram não se manifestar. O corpo foi encaminhado para o IML (Instituto Médico-legal) de Londrina. A Polícia Civil e a Polícia Científica estiveram na cena do crime e investigam o caso. O corpo do comunicador foi recolhido pelo IML por volta das 23h40. Nenhum suspeito foi detido.

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