As radiações ionizantes, que conseguem produzir mudanças em moléculas, são comprovadamente prejudiciais à saúde. Elas causam efeitos biológicos que podem ser cumulativos.
Segundo o consultor em telecomunicações Mário Jorge Tavares, de Londrina, as radiações ionizantes podem ser naturais, como a desintegração espontânea de elementos radioativos, ou artificiais, como os raios-x. Tanto é que os raios-x usados em equipamentos médicos e odontológicos têm, hoje, radioproteção adequada para pacientes e profissionais de saúde.
A energia nuclear é outro exemplo de radiação ionizante que provoca câncer. Mas Tavares lembra que esse mesmo tipo de radiação pode ter aplicações pacíficas, com uso terapêutico, como a cobaltoterapia.
Já as microondas, por exemplo, são ondas eletromagnéticas não-ionizantes, que teoricamente não fazem mal à saúde. Mas como os estudos não são conclusivos sobre as consequências das radiações não-ionizantes para o organismo, o melhor mesmo é bom senso e evitar a exposição por longos períodos do dia.
''Da mesma forma que se recomenda não ficar exposto ao sol durante muito tempo, o bom senso recomenda que se utilize com moderação os equipamentos que geram ondas eletromagnéticas, principalmente as de maior potência. Pois, cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém'', afirma.(C.P.)

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