Curitiba - Racionar o consumo da água pode ser a única saída para evitar consequências mais graves da estiagem que atinge o Paraná. O alerta é do engenheiro Roberto Fendrich, doutor em Geologia Ambiental e professor de Engenharia de Recursos Hídricos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná. De acordo com ele, em janeiro e fevereiro de 2005 choveu metade da capacidade média registrada nas últimas décadas.
Enquanto a média mensal de chuvas de janeiro é de 200mm, a Estação Pluviométrica Curitiba Prado Velho da PUC registrou 107mm no mês retrasado. No mês passado, a situação não mudou, o índice pluviométrico registrado foi de 82 mm, enquanto a média é de 170 mm.
O engenheiro revela ainda, que o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) não prevê grandes chuvas até o final de março.
Nas casas, hábitos simples como fechar a torneira enquanto se escova os dentes; reduzir o tempo do banho e evitar lavar calçadas e carros com magueira podem reduzir o consumo e auxiliar na economia. Na agricultura, conforme observa o engenheiro, seria preciso parcerias com as iniciativas públicas e privadas, para construir reservatórios de objetivos múltiplos e irrigação planejada. Já na indústria, ele revela que a saída é racionalizar os processos que demandam grande potência elétrica. ''A situação atual é crítica, se não existir o consumo racional, a água vai faltar'', conclui o professor.(Colaborou Adriana De Cunto)

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