Presos da unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II) iniciaram uma rebelião por volta das 10h30 desta terça-feira (6) na unidade localizada zona sul da cidade. A mobilização começou na galeria 21 da unidade penal, quando um agente abria a cela para guardar um preso que recebia atendimento médico.

Cinco presos são feitos reféns. Ainda não há confirmação de identidade, apenas que nenhum deles é agente penitenciário. Os reféns, que seriam presos de facções inimigas, foram amarrados e agredidos pelos rebelados.



Dois presos que teriam pulado o muro da PEL II sofreram fratura nas pernas e foram atendidos pelo Siate. Eles teriam relatado que fugiram com medo de morrer.

Imagem ilustrativa da imagem Racionamento de água e comida teria motivado rebelião na PEL II
| Foto: Viviani Costa/Equipe Folha



Segundo membros do grupo Restaurando Londrina, que atua na implantação da Justiça Restaurativa em unidades prisionais da cidade, os detentos já vinham se queixando de racionamento de água e alimentação. Na última semana, um interno alertou para o risco de rebelião.



"Como trabalhamos para garantir os direitos básicos da comunidade carcerária, recebemos, indiretamente, muitas reclamações dos presos. Ficamos sabendo dos racionamentos e das possíveis consequências. Repassamos estas informações às autoridades [a Vara de Execuções Penais (VEP)]. Diante dessa insatisfação, era previsível uma crise como a que está acontecendo hoje, mas não sabíamos quando iria acontecer", afirma o professor de Direito João Ricardo Anastásio Silva, docente da Unifil e um dos coordenadores do grupo.

O Comando da Polícia Militar foi deslocado para o local para avaliar a situação e abrir as negociações. O Pelotão de Choque chegou por volta das 12h40. No primeiro contato, os presos pediram água e o restabelecimento da energia, que foi cortada.

Segundo o major José Luiz de Oliveira, comandante do 5º BPM, os ânimos ainda estão exaltados no local.

Com capacidade para 960 presos, a PEL II recebe atualmente 1.250 detentos.

(com informações dos repórteres Viviani Costa, Celso Feilzardo e Auber Silva, do grupo Folha)

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