Cambé - Várias rachaduras nas paredes internas e externas e uma grande fissura no asfalto chamaram a atenção de alguns comerciantes no início do expediente de ontem na Rua Belo Horizonte, região central de Cambé (Norte). O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil foram acionados e interditaram três estabelecimentos comerciais, que estavam com a estrutura comprometida.
De acordo com o sargento José Luiz Martins Menezes, do Corpo de Bombeiros de Cambé, os imóveis poderiam ter desabado. ''As rachaduras apareceram e evoluíram rápido'', afirmou.
A gerente regional da Sanepar, Mara Lucia Kalinowski, afirmou que as rachaduras foram causadas devido a um vazamento na rede. ''Todas as providências foram tomadas para reparar o problema'', pontuou. Ela garantiu que o órgão vai ressarcir os prejuízos causados. ''Também vamos cobrir as despesas necessárias para consertar as rachaduras'', falou.
Durante a tarde, funcionários da Sanepar estiveram no local para consertar a tubulação. O trânsito ficou visivelmente prejudicado.
Conforme a gerente, diversos fatores podem ser apontados como possíveis causas. ''O desgaste do material da tubulação e o aumento da pressão e velocidade da água podem gerar o problema. Além disso, o incidente aconteceu em uma rua de grande movimentação. A vibração causada pelo trânsito pode ter prejudicado a rede'', apontou, ressaltando que provavelmente tudo deve voltar ao normal nos próximos dias.
Morador do bairro há mais de 19 anos, o comerciante Jorge Balestra, relatou que ouviu um grande estouro anteontem por volta das 23h. ''O meu prédio chegou a tremer e o chão balançou. Saí na sacada, mas não consegui identificar o que causou o barulho. Na manhã seguinte vi a movimentação dos comerciantes. Acho que o barulho foi no momento em que o cano estourou'', disse.
O empresário, Nivaldo Frigo, que teve seu estabelecimento afetado, ficou muito assustado quando chegou para abrir a loja e se deparou com as rachaduras. ''Elas apareceram de um dia para o outro e foram aumentando. Eu escutava cair reboco da parede. Fiquei realmente preocupado'', contou, acrescentando que isso nunca havia acontecido antes e que a família terá prejuízo financeiro. ''Espero ser ressarcido'', observou.
O estabelecimento de Rose Milão também foi interditado. Ela contou que sentiu medo do imóvel desabar. ''Quando cheguei para trabalhar, as rachaduras eram pequenas, mas aos poucos elas foram aumentando'', relatou. Segundo Rose, o prejuízo causado girou em torno de R$ 2 mil. ''Quero ver quem vai pagar por isso'', cobrou.
Segundo o sargento Menezes, do Corpo de Bombeiros, a tendência é que não apareçam novas rachaduras, pois a Sanepar já consertou a tubulação. ''Precisamos observar se o problema não vai voltar a acontecer, mas é provável que as fissuras se estabilizem'', destacou.

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