Racha de motoqueiros mata estudante
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de dezembro de 1997
Vânia Moreira Umuarama 
Dois motoqueiros atropelaram e mataram a estudante Priscila de Andrade Baréa, 17 anos, durante um racha sábado de madrugada na avenida Paraná, no centro de Umuarama. A estudante estava atravessando uma das pistas da avenida quando duas motos Honda CG 125 surgiram em alta velocidade. Os dois motoqueiros fugiram do local e foram indentificados apenas pelos apelidos de Larica e Gago.
Larica seria o piloto da moto branca que atropelou a estudante. Ele foi detido ontem de manhã, ouvido pelo delegado José Leme Pereira e liberado em seguida. A moto dele foi apreendida. Entretanto, a Polícia ainda não divulgou o nome nem as declarações do motoqueiro. O outro participante do racha estava sendo procurado.
O acidente aconteceu por volta das 3 horas da madrugada em frente à Lanchonete Baike, onde Priscila estava com os pais, Angela e Júlio Barea, empresário de Cidade Gaúcha (80 quilômetros a nordeste de Umuarama). A pedido do pai, a estudante havia ido ao carro, estacionado no canteiro central da avenida, para buscar um maço de cigarros. Quando desceu o meio-fio para atravessar a pista e voltar à lanchonete, foi atropelada pela moto.
No impacto a cabeça da estudante ficou presa no guidão da moto e ela foi arrastada por mais de 50 metros. Priscila teve ferimentos múltiplos, traumatismo craniano e morreu 3 horas depois na UTI do Hospital São Paulo. No Hospital, os médicos encontraram a chave da moto enroscada nos cabelos da adolescente. Filha de uma família de usineiros, Priscila Barea estudava em Umuarama. O pai dela, Júlio Baréa, é diretor da Usina de Álcool de Açúcar de Cidade Gaúcha. Ele e a esposa iam com frequência a Umuarama para visitar a filha.
A morte violenta da estudante chocou a população e trouxe à tona o problema dos rachas entre veículos que estão se tornando constantes em Umuarama, sobretudo na avenida Paraná, a principal e a mais movimentada da cidade. Também aumenta para nove o número de mortos no trânsito na cidade, a maioria ciclistas e pedestres. No ano passado, ocorreram cinco mortes no perímetro urbano. O último acidente aconteceu quarta-feira à noite, quando outra estudante, Lurdes Rodrigues, de 16 anos, foi atropelada e morta por um chevette na Praça dos Xetás. Lurdes contornava a praça de bicicleta na contramão.


