Ração contaminada causou morte de cavalos do Butantã
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quarta-feira, 04 de julho de 2001
Agência EstadoAraçariguama, SP 
O consumo de ração contaminada foi mesmo a causa da morte de 74 cavalos, no mês passado, na Fazenda São Joaquim, pertencente ao Instituto Butantã, em Araçariguama, a 50 quilômetros de São Paulo.
De acordo com boletim divulgado ontem pela empresa Agri-Brands, fabricante do produto, os exames demonstraram que a ração Corcelina IB, utilizada na alimentação do plantel, estava contaminada com a uma substância da classe dos ionóforos, um indutor de crescimento utilizado na formulação de rações de frangos. Quando consumida pelos cavalos, a substância provoca alterações no sistema nervoso motor e insuficiência renal, podendo levar à morte.
A Agri-Brands afirma que a contaminação foi causada por erro humano e que a ração é produzida apenas para a Fazenda São Joaquim, não sendo distribuída para outros criatórios ou revendedores. A empresa vai indenizar os prejuízos causados ao instituto.
O Butantã mantém na fazenda um plantel de equinos para a produção de soros contra o veneno de cobras. O soro é obtido por meio da inoculação de pequenas doses do veneno no organismo dos animais. Os antídotos produzidos dessa forma pelo instituto paulistano são usados também contra o tétano e distribuídos a hospitais do todo o País. Antes da mortandade, o plantel era de 350 animais.
A direção do Butantã informou que a produção de soros não chegou a ser afetada.


