Jerusalém, 28 (AE-AP) - Um alto assessor do ex-primeiro-ministro de Israel Yitzak Rabin - assassinado em 1995 - e atual membro do gabinete israelense confirmou hoje (28) que Rabin informou ao governo americano, em 1993, estar disposto a devolver as Colinas do Golan à Síria em troca de paz.
A Síria alega há anos que o governo de Israel manifestara esse compromisso verbalmente, mas até então as autoridades israelenses sempre negavam a versão de Damasco.
Danny Yatom, que atualmente é assessor para segurança do primeiro- ministro Ehud Barak, afirmou ter presenciado o momento em que Rabin declarou ao ex-secretário de Estado dos EUA Warren Christopher que, "se todas as necessidades de Israel, em termos de segurança e normalização do abastecimento de água, fossem cumpridas, estaria disposto a ceder o Golan".
As colinas foram tomadas pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Segundo Yatom, a afirmação de Rabin foi feita após Christopher ter-se reunido em Damasco com o líder sírio, Hafez Assad.
A questão foi motivo de polêmica em Israel hoje porque Barak disse, em uma reunião do gabinete, no domingo, que seus quatro predecessores - Yitzak Shamir, Rabin, Shimon Peres e Benjamin Netanyahu - haviam indicado à Síria estar dispostos a voltar às fronteiras pré-1967 em troca de paz.
Shamir, Netanyahu, Peres e a viúva de Rabin, Leah, negaram a promessa de retirada total.

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