R$ 3 milhões continuam à espera do ganhador
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sexta-feira, 05 de outubro de 2018
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 

O prêmio de mais de R$ 3 milhões que saiu para uma aposta de Londrina, ainda não foi resgatado. O sorteio do concurso 32 do Dia da Sorte, foi no dia 02 de agosto e o apostador (a) tem até 90 dias (02 de novembro) para fazer a retirada do dinheiro.
Após essa data, o prêmio prescreve e é repassado ao Tesouro Nacional para aplicação no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). A assessoria da Caixa Econômica Federal confirma que até a tarde de sexta-feira (5), nenhum pedido para retirada foi efetuado nas agências da Caixa em todo o País.
No Dia de Sorte, o apostador escolhe de 7 a 15 números (do 1 ao 31) e mais um "mês de sorte". São sorteados sete números e um "Mês de Sorte" por concurso e o valor da aposta mínima é de R$2.
Na lotérica onde a aposta foi realizada, na zona leste de Londrina, o próprietáro Valdir Coelho comenta que a história já se espalhou e refletiu em um aumento no número de jogos dessa modalidade no estabelecimento.
Ele conta que chegou a disparar mensagens nas redes sociais à procura do milionário, mas que por enquanto, só surgiram "contadores de histórias". Coelho diz que cerca de 50 pessoas já se apresentaram como donos (as) do prêmio.
"Um deles disse que tinha certeza que era o sortudo porque tem a sequência de números no cinto de segurança que usa no trabalho. Não tem muito sentido", diz. Outro caso foi de um homem que alega que o filho jogou fora o bilhete.
"São muitas histórias. Outro rapaz chegou com uma cartela de jogos mostrando a sequência de números sorteados. Não vale. É preciso ter o comprovante daquela aposta", ressalta.
Ele que trabalha no ramo há 18 anos, lembra que alguns ganhadores de prêmios secundários, com valores mais baixos, não fizeram o resgate. "Mas um valor assim, nunca vi", completa.
José Teixeira de Almeida que faz apostas diárias, brinca que já sonhou com os milhões, mas que "infelizmente, não foi quem ganhou dessa vez". Ele, que não dispensa uma aposta, acredita que a pessoa esqueceu de conferir o jogo e acabou jogando fora o bilhete.
Outro jogador, Jaime Venturini, também acha que o bilhete foi para o lixo. "Muita gente não confere a aposta. Eu não. Já ganhei cinco vezes, mas foram valores baixos", comenta o aposentado, que mesmo não sendo o sortudo da vez, já tem planos para quando chegar sua vez. "Ajudar a família e o resto ia gastar em viagem e passeios, afinal de contas, o que mais fiz na vida foi trabalhar", conta.


