Quiosques no Calçadão serão padronizados
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sábado, 15 de fevereiro de 2014
Diego Prazeres<br>Reportagem Local 
Londrina Desejo de boa parte dos londrinenses, o retorno dos quiosques ao Calçadão é uma medida que a prefeitura pretende implantar "em curtíssimo prazo", segundo afirmou ontem o prefeito Alexandre Kireeff (PSD). Pesquisa divulgada na última semana pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) revela que 68% dos 822 entrevistados são favoráveis à volta dos quiosques ao principal espaço público da região central da cidade. Só que diferente do que acontecia antes dos 38 estabelecimentos serem retirados do Calçadão na gestão do ex-prefeito Barbosa Neto em 2010, os quiosques seguirão um modelo arquitetônico padronizado e nenhum deles comercializará bebida alcoólica. "Não vai ser aquela esculhambação de antes. Não vai ter choppão, nem sambão", adiantou Kireeff, para quem os quiosques nem serão quiosques, mas "equipamentos urbanos".
O prefeito disse que os estudos arquitetônicos e urbanísticos foram finalizados pelo Ippul e que a prioridade é retomar as bancas de revistas e as floriculturas. "Não vamos fazer já a implementação de todos os equipamentos que foram solicitados pela população. O processo será feito paulatinamente, há um cronograma a cumprir. Vamos definir junto ao Ippul e à Secretaria de Gestão Pública e devemos resolver a implementação a curtíssimo prazo", garante.
A proposta do Ippul é implementar oito quiosques ao longo do Calçadão. O projeto prevê uma banca de revistas e uma floricultura entre as ruas Hugo Cabral e Pernambuco, uma outra banca, outra floricultura e um quiosque de café e sorvetes nas cercanias da Rua João Cândido, e por fim, no trecho entre a Rio de Janeiro e Souza Naves, mais uma banca de revistas e dois quiosques de alimentação, sendo um de café e sorvetes e outro de sucos e frutas.
De acordo com o diretor de Projeto do Ippul, Humberto Leal, a intenção é que os espaços sejam distribuídos de forma harmônica, com planejamento em relação aos pontos de instalação, quantidade e estrutura, e promovam uma interação entre os pedestres e moradores do Calçadão. "O retorno dos quiosques está ligado a uma conexão entre o imaginário da população e a memória coletiva dos lugares que fizeram parte de uma paisagem que não existe mais", entende.
Em relação ao processo licitatório, o prefeito Alexandre Kireeff afirmou que os proprietários dos antigos quiosques não terão privilégios na disputa pela concessão. "O espaço é público, tem que ser licitado e não pode haver prioridades", disse.


