Quinto sismógrafo chega a Londrina
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sábado, 27 de fevereiro de 2016
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Técnicos do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) retornaram a Londrina neste final de semana para instalar o quinto aparelho que será utilizado na medição da intensidade dos tremores registrados no município. Conforme o geólogo da Universidade Estadual de Londrina (UEL) José Paulo Pinese, o sismógrafo será colocado em direção ao norte da cidade, já que o último abalo divulgado no site do Centro de Sismologia da USP foi registrado naquela região. O tremor ocorrido no dia 16 de fevereiro, de 1.9 grau na Escala Richter, não foi sentido pelos moradores do Jardim Califórnia, na zona leste de Londrina, local considerado inicialmente como epicentro dos tremores.
Nas proximidades do Jardim Califórnia já estão instalados três equipamentos. O quarto aparelho foi colocado na sede da Guarda Municipal. Durante a manhã de ontem, representantes da Defesa Civil e da equipe que monitora as ocorrências fizeram a retirada dos cartões de memória dos aparelhos. O conteúdo não foi divulgado e os dados serão repassados aos técnicos de São Paulo.
Pinese reafirmou que cada estação registra, aproximadamente, 500 eventos por segundo. "Esses eventos vão para o software que vai verificar a assinatura do solo [comportamento das ondas], a assinatura da rocha e vai descartar aquilo que ele entende que talvez seja o ruído de um avião ou de um caminhão, por exemplo. Chega um momento que devem sobrar 100 ou 50 eventos por segundo e então um especialista, em frente à máquina, vai selecionar e analisar cada um desses dados", explicou.
Os registros são referentes aos últimos 40 dias. "Estamos com equipe reduzida, então está bastante difícil para fazer a extração dos dados e a análise. Não consigo precisar quando a gente vai ter um resultado ou um relatório", adiantou o analista da USP Jackson Calhau. Causas naturais ou motivadas por intervenções humanas não estão descartadas.
A expectativa é que, a partir da próxima semana, quatro sismógrafos passem a transmitir os dados em tempo real, por fibra ótica. Hoje apenas um dos aparelhos repassa as informações online.


