Brasília, 28 (AE) - O ministro da Defesa, Geraldo Quintão, reuniu-se nesta sexta-feira (28), pela primeira vez, com o Alto Comando da Aeronáutica para iniciar as discussões sobre as mudanças na área de aviação civil e de infra-estrutura aeroportuária.
No caso da aviação civil, ele defende que seja feita uma transição natural entre o Departamento de Aviação Civil (DAC) e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), sem a criação de um núcleo que absorveria o DAC, como sugeriu o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Baptista.
Geraldo Quintão garantiu que todo o processo está sendo feito inteiramente de acordo com o comando da Aeronáutica. Ele disse que ainda não há uma definição de como serão feitas essas transferências de competência. Assegurou, no entanto, que elas ocorrerão no mais breve espaço de tempo possível. Para o ministro, tudo será feito, no tempo certo, atendendo a conclusão dos estudos realizados.
O ministro afirmou que entende a pressa do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Baptista de o setor de aviação civil para o Ministério da Defesa, a fim de que ele possa se dedicar exclusivamente aos assuntos pertinentes à Força Aérea.
Para Quintão, a proposta do comandante Baptista de se criar um núcleo de aviação civil, que seria embrionário da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), talvez não seja a melhor solução.
"Talvez o caminho seja criar uma transição, que não precisa ser longa", adiantou o ministro, sem querer detalhar muito a questão, sob a alegação de que tudo, por enquanto, não passa de idéia. Essa transição, na sua avaliação, seria até a aprovação da lei que criará a ANAC.
Além de aviação civil, todos os outros temas de interesse da força foram analisados na reunião como reequipamento, orçamento, parecer sobre a venda de ações da Embraer, entre outros.

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