São Paulo, 08 (AE) - A Quilmes Industrial S.A. (Quinsa), cujas marcas de cerveja são líderes na Argentina, Paraguai e Uruguai e ainda com forte presença na Bolívia e Chile, anunciou hoje (08) a aquisição de 51,17% da argentina Baesa (Buenos Aires Embotelladora S.A.).
A Brahma, que tem participações das subsidiárias da Baesa no Brasil, tentou comprar a companhia argentina, que possui contratos exclusivos para produzir, engarrafar e distribuir refrigerantes da marca PepsiCo, principalmente nas regiões de Buenos Aires, Mar del Plata e Córdoba, na Argentina, e no Uruguai.
Fontes próximas às negociações informaram à Agência Estado, entretanto, que a Brahma desistiu da compra na primeira rodada de negociações. Boa parte dos 51,17% adquiridos pela Quinsa encontrava-se nas mãos de diversas instituições financeiras e de outros acionistas, incluindo a PepsiCo Inc.
Há pouco mais de dois meses, quando a Brahma e a Antarctica anunciaram a sua fusão, a Agência Estado havia antecipado que essa operação (no Brasil) poderia desencadear algumas outras fusões de empresas do setor na América Latina. A compra do controle da Baesa foi estimada em US$ 172 milhões, com direito à compra de 100% de 29,6 milhões de ações ordinárias e à compra do débito da empresa pelo valor de cerca de US$ 158 milhões, incluindo juro provisionado a partir do dia 30 de junho de 1999.
A Quilmes Industrial informou ainda que o preço da compra e a transação estão sujeitas aos ajustes e processo burocráticos normais que ocorrem nesse tipo de transação antes da data em que o controle efetivo é iniciado. De acordo com a Quinsa, holding sediada em Luxemburgo e responsável também por 85% da Quilmes International Bermuda (QIB), a transação será finalizada no último trimestre deste ano. O valor da transação inclui também a compra de uma franquia da PepsiCo nos mercados da Baesa por pelo menos 10 anos.
A Baesa, que fatura mais de US$ 300 milhões, tem como principal concorrente na Argentina o Grupo Bamberg, hoje a maior empresa de bebidas do país, com volume de vendas de US$ 560 milhões. Nos últimos nove meses encerrados em 30 de junho, as receitas da Baesa antes dos encargos de danos e de reestruturação da companhia somaram US$ 252 milhões e US$ 17 milhões, respectivamente.

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