'Questionei Deus sobre o porquê'
A decoradora Keila Cidade Costa, de 42 anos, lembra bem quando soube que a filha Rebeca, hoje com pouco mais de um ano, tinha síndrome de Down. ''É literalmente levar um tiro. É um impacto e uma dor que você só supera na hora em que olha para o bebê'', conta.
Rebeca nasceu prematura, com problemas pulmonares e cardíacos, e ficou o primeiro mês internada no hospital. ''Nessa hora o que você quer é que seu filho sobreviva, não interessa se é Down ou não''.
Evangélica, ela lembra que em determinado momento questionou Deus o porquê da filha ter síndrome de Down. ''Perguntei o que eu fiz? E a resposta foi 'não fez nada'. A gente só tem que viver aquilo que Deus projetou para nós''.
Ela acredita que a síndrome de Down hoje é um assunto que ''está na moda'', e espera que a novela e reportagens sobre o tema ajudem a esclarecer que a síndrome não é doença, e que quem é portador não é incapaz. ''Se minha filha não puder fazer faculdade ou ser uma médica brilhante, não tem problema, ela tem outras potencialidades, e tudo que desejo para ela é que seja feliz, como minha outra filha, Ana Vitória''. (C.P.)





