'Quero ficar entre as 10 melhores', diz fisiculturista londrinense
Valéria Bodanese vai competir pela primeira vez na maior competição de fisiculturismo do mundo traçou top 10 como meta e falou sobre dificuldades
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Valéria Bodanese vai competir pela primeira vez na maior competição de fisiculturismo do mundo traçou top 10 como meta e falou sobre dificuldades
Fabriccio Lucas* 

Com poucos meses para o início do Mr. Olympia, principal campeonato de fisiculturismo do mundo, a estreiante e londrinense Valéria Bodanese, 32, falou sobre as motivações, desafios, e sua trajetória até a tão sonhada classificação para a competição,
Valéria vai competir pela primeira vez no Mr. Olympia em 2026, na categoria Wellness (Para mulheres, objetivo é alcançar um padrão de baixa gordura e medidas proporcionais) e falou sobre os desafios que a trouxeram até a sua maior conquista na carreira até então. "Quando olho para trás, valeu a pena tudo que eu abri mão, tudo que gastei na parte financeira, tudo que eu investi de tempo, energia. É a realização de um sonho, e hoje eu estou vivendo esse sonho".
A atleta também falou sobre as dificuldades financeiras que enfrenta com o cresimento no esporte e profissionalização dos processos de treino, além da resiliência de se manter fisicamente bem e competindo mesmo quando os resultados não vem. "São muitos profissionais e minhas competições são totalmente fora do Brasil, então o custo é muito alto. Outra dificuldade é ter consistência, é você perder e voltar. Antes de conquistar o meu Procard (cartão profissional), eu demorei 6 anos. Então foram 6 anos indo competir e perdendo. E o ano passado, antes de eu me tornar Pro, eu estava extremamente desgastada mentalmente e também fisicamente, de tanto tempo nessa rotina de dieta e treino. Enquanto você tá ganhando, é um combustível, mas você lidar com a perda e você continuar fazendo a mesma coisa, eu acho muito difícil e complicado".

Carreira no fisiculturismo
Se apaixonou por musculação ainda jovem, aos 15 anos, mas foi somente em 2018 que o hobby se tornou sonho e profissão. Incentivada por pessoas próximas, a na época engenheira elétrica entrou em uma competição por curiosidade e nunca mais saiu "Me encontrei no esporte. Até então eu somente treinava, mas não fazia dieta, comia qualquer coisa. E aí em 2018 que mudou, comecei a treinar para ser atleta." relatou a fisiculturista.

A fisiculturista segue uma rotina rígida de prepração física e alimentação, com 2 horas de treino por cinco dias da semana, 40 minutos de aeróbico diários, e alimentação baseada em arroz, frango e ovos. A mudança de hábitos e rotinas alimentares foram os principais desafios para Valéria no começo da carreira, que precisou abdicar de vontades e momentos, pela impossibilidade de sair da dieta. "Você tá acostumado a sentir vontade de comer alguma coisa. E quando eu decidi ser atleta, eu não tinha mais isso, não dava mais para comer o que você sente vontade, então no começo para mim foi bem difícil."
Formada em engenharia elétrica, Valéria hoje é estudante de nutrição, e falou da importância que a segunda graduação trouxe tanto para sua vida pessoal quanto profissional. "Eu percebi que através da nutrição que quando a gente aprende a dizer não para a comida e tem uma boa relação com ela, todas as outras áreas da nossa vida melhoram."

O Mr. Olympia acontece em Las Vegas entre os dias 24 e 27 de setembro de 2026, no Palms Casino Resort, e Valéria Bodanese terá a companhia de outros 32 brasileiros, em diferentes categorias, no maior campeonato de fisiculturismo do mundo.


