Londrina - Uma das principais dificuldades apontadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para a fiscalização nos canteiros de obras é a comunicação deficiente entre os diversos órgãos envolvidos no processo (Ministério Público, sindicatos e empresas).
"A maioria das denúncias que chegam até nós são através da imprensa e com isso muitas vezes não conseguimos constatar as irregularidades ou evitar algum acidente", ressaltou Rogério Perez Garcia, chefe da fiscalização do MTE em Londrina. "Estamos em contato com todas a partes envolvidas no processo para criarmos uma rede de comunicação eficiente para que a fiscalização deixe de ser apenas pontual."
O próprio Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Londrina (Sintracom) reconhece que faltam dados oficiais sobre a questão de segurança dos operários. "Realmente não temos informações do total de acidentes, causas e situação completa de todas as obras da cidade", colocou o presidente Denílson Pestana.
Sempre que há um acidente de trabalho com afastamento médico do funcionário o MTE é comunicado e realiza uma vistoria no local para identificar as causas do acidente e os eventuais responsáveis. "Encaminhamos a conclusão ao Ministério Público do Trabalho ou então a Advocacia Geral da União (AGU), para ressarcimento aos cofres públicos, quando há negligência por parte da empresa", explicou Rogério Perez Garcia.(L.F.C.)

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