Queremos que a cidade cresça, não inche
Londrina - Mudar a vocação econômica de Londrina é um desafio que, no entendimento do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), se faz necessário cumprir, pois além de potencializar novas receitas pode proporcionar o crescimento populacional sustentável da cidade. "Nós temos urgência em industrializar Londrina", afirmou o presidente da Codel, empresário Bruno Veronesi, fazendo a ressalva de que o desenvolvimento da cidade não está atrelado ao aumento da população.
Entre as ações da administração para fomentar o processo de industrialização do município, Veronesi citou a destinação de pouco mais de 600 lotes para a instalação de novas empresas nos parques industriais da zona sul e da zona norte, sendo 260 terrenos no ano que vem o penúltimo da gestão Alexandre Kireeff (PSD). "Também vamos finalizar o parque tecnológico, que já tem cerca de 40 lotes, alguns já ocupados, onde pretendemos instalar mais 20 empresas", afirmou.
Para o presidente da Codel, é por meio da política de atração de indústrias que Londrina tirar o prejuízo em relação a cidades do mesmo porte, como Joinville e Caxias do Sul, que arrecadam muito mais com o retorno do ICMS. "Londrina arrecada R$ 120 milhões por ano de ICMS. Joinville, Caxias do Sul e Ribeirão Preto arrecadam R$ 350 milhões cada", comparou. "Imagina poder ter R$ 220 milhões a mais por ano? Você cria a indústria, a indústria atrai a mão-de-obra e paga os impostos que dão retorno para a cidade daquilo que se investiu para atraí-la. É um ciclo econômico que precisa ser estimulado", defendeu Veronesi.
A política habitacional está inserida nessa estratégia, segundo o presidente da Codel, a fim de que o possível crescimento populacional oriundo do processo de industrialização se dê de forma sustentável e ordenada. "A indústria gera emprego e oferta de emprego acaba estimulando o aumento da população. Ela pode ser tanto uma solução para oferta de trabalho na cidade como criar a necessidade de trazer mão-de-obra de fora. Vamos equacionar junto com a Cohab a oferta de emprego atrelada à moradia, porque aí você cria uma situação sustentável. Nós queremos que a cidade cresça, não inche", ponderou Veronesi.(D.P.)





