As informações sobre mortos e feridos não foram confirmadas pela PM. Segundo a 1º tenente Maite Baldan, à tarde, os presos foram remanejados para uma área coberta, com acesso a água e energia elétrica, e iriam receber comida. Conforme ela, eles estavam em uma local desconfortável, sem água, que foi bastante danificado durante a rebelião.
Até o começo da noite, ainda não havia sido concluída a varredura no local e a contagem dos detentos. "Não foi encontrado nenhum morto ou ferido durante a varredura, mas ela ainda não foi concluída", disse Maite. Somente após a finalização da contagem é que deve ser divulgada uma lista com os nomes dos presos que continuam na unidade. "São muitos presos e isso demanda um pouco de tempo", afirmou a tenente.
O juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Katsujo Nakadomari, e o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Sebastião Ramos dos Santos Neto, foram ao local para acompanhar os trabalhos da PM. Uma ambulância do Samu e um caminhão do Corpo de Bombeiros também estavam próximos à PEL 2.
O coordenador estadual do Movimento Nacional dos Direitos Humanos (MNDH), Carlos Enrique Santana, e o Padre Edivan Pedro, da pastoral carcerária, reclamaram após serem impedidos de chegar próximo ao presídio para avaliar a situação dos detentos. Santana destacou que vem denunciando a falta de estrutura para a recuperação dos presos há cinco anos e nada do que foi prometido foi cumprido. "À época denunciamos esse problema ao governo estadual, ao Ministério Público e ao Judiciário. Depois o próprio sindicato dos agentes penitenciários passou a fazer parte do coletivo, reclamando por condições melhores de infraestrutura. Conclamamos a sociedade, que hoje está com medo por falta de segurança pública, que cobre o governador e a secretaria de segurança pública soluções para esse problema que eles mesmo criaram", declarou. (V.O. e A.M.P)

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