Quem maltratar menor na Febem vai para a rua, afirma Covas
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sábado, 11 de setembro de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 12 (AE) - O governador Mário Covas (PSDB-SP) afirmou hoje à tarde que quem maltratar menores na Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) vai para a rua. "Só não vai direto para a cadeia porque eu não tenho poder para isso", disse o governador, muito irritado, durante a 31ª Feira da Vovó, na Cidade dos Velhinhos, em Itaquera, zona leste de São Paulo.
Perguntado sobre o que o governo estadual faria diante da nova confusão, hoje, na unidade Imigrantes da Imigrantes da Febem, Covas respondeu: "Vocês querem que eu diga que não tem solução hoje para dar a manchete do jornal de amanhã, só posso dizer que a solução virá de várias ações". O governo, informou, está terminando um projeto para atender solicitação da Justiça, que deu 90 dias para que os abrigos de menores mantenham, no máximo, 80 crianças cada. A preocupação imediata, segundo o governador, é resolver a questão jurídica, pois abrir novas vagas exige a construção de abrigos . Mas isso exige concorrência. A expectativa é de que a urgência libere o governo desses trâmites legais.
Superlotação - Covas disse que o problema da superlotação das unidades da Febem esbarra em vários problemas, entre eles o preconceito. Ele citou como exemplo um fato ocorrido ontem (11), durante visita ao município de Marília, região oeste do Estado. O governador contou ter recebido manifestações da população contrárias à intenção do governo de instalar uma unidade da Febem no local. "Eles reclamam da violência, mas se negam a receber 80 crianças por ccausa de um preconceito idiota", disse Covas.
O grande problema, afirmou, é que todas as crianças infratoras do Estado são mandadas para a Febem. Com isso, acrescentou, nem mesmo com o dobro de vagas para menores - conseguidas durante seu governo - , pôde resolver o problema da superlotação. Segundo Covas, há 3 mil vagas para abrigar menores. Até 2001, o governo quer criar mais 7 mil.


