'Quem está no chão não percebe'
Londrina - De acordo com o professor George Sand França, do Observatório Sismológico da Universidade Nacional de Brasília (UNB) tremores assim sempre aconteceram nesta região do Paraná. ''A diferença é que com o crescimento populacional e a existência de mais edifícios, estas ocorrências são sentidas com maior facilidade. Geralmente quem está no chão não percebe'', explicou. Ele disse que quando um terremoto acima da magnitude seis é registrado na Argentina ou no Chile, ele pode ser sentido em algumas partes do Brasil.
Conforme o professor, o tremor foi considerado leve e durou cerca de quatro segundos, mas foi o suficiente para deixar as pessoas assustadas. Ele descartou a necessidade de preparar o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil para enfrentar tremores mais fortes. ''Informação é importante e é bom que chegue até a população, mas temos desastres mais relevantes como deslizamento de encostas, chuvas fortes e incêndio. Se tivéssemos como levar informação sobre terremoto até estas pessoas seria bom, mas acho que temos desastres mais frequentes que precisam de mais atenção'', definiu.
Ele destacou que a possibilidade de acontecer um terremoto de magnitude seis no Brasil é muito remota. ''Mesmo tendo ocorrido muito longe, as pessoas que estavam nos prédios sentiram o efeito. É preciso ter uma atenção especial para que a população entenda que se percebeu o prédio balançando em uma situação assim, ele também vai balançar se ocorrer um terremoto mais forte ou mais próximo'', afirmou. Ele disse que nesta situação a orientação principal é que as pessoas tentam calmas. (M.A.)





