Londres - Às vésperas de completar 60 anos de idade, o vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, foi enobrecido pela rainha da Inglaterra com o título de cavaleiro do Império britânico, uma ironia diante de uma carreira marcada por provocações ao poder.
‘‘Junto com a rainha, sou um dos melhores produtos da Grã-Bretanha’’, disse em 1977 o cantor de uma das bandas de rock mais famosas do mundo. Vinte e cinco anos depois, esta mesma rainha Elizabeth II se dispôs a transformar com sua espada Michael Philip Jagger em ‘‘Sir Mick’’.
Trata-se de uma homenagem tão inesperada quanto polêmica para um homem que, durante a epopéia dos Rolling Stones, levou a sério a célebre trilogia ‘‘sexo, drogas e rock and roll’’, tornando-se mais tarde um temível homem de negócios, amante infiel e pai severo.
‘‘Sir Jumping Jack Flash entra para o sistema’’, destacou ontem o ‘‘Daily Telegraph’’, apesar de o roqueiro simbolizar, para o ‘‘The Guardian’’, ‘‘a antítese do sistema’’.
Nascido no dia 26 de julho de 1943, em Dartford (Kent), numa família de classe média, Michael Jagger entrou em 1961 para a prestigiosa London School of Economics. Mas a economia o aborrecia; preferia o rhythm’n blues de Chuck Berry. Com o amigo de infância Keith Richard, além de Bill Wyman e Charlie Watts, formou a banda que, em pouco tempo, seria conhecida no mundo inteiro: os Rolling Stones.
O primeiro 45 rotações foi lançado em 1963. Um ano depois, uniu-se ao grupo o guitarrista Brian Jones. Em 1965, o álbum ‘‘Satisfaction’’ os catapultou à glória e a uma vida de excessos e provocações.
A vida privada de Jagger costuma estampar regularmente capas de tablóides. O cantor teve sete filhos, com quatro mulheres: a cantora Marsha Hunt e as modelos Bianca Pérez Morena, Jerry Hall e Luciana Gimenez. O ex-amante de Marianne Faithful gosta de sair com mulheres lindas e bem mais jovens.
A homenagem lhe foi concedida ‘‘pelos serviços prestados à música’’. ‘‘It’s Only Rock and Roll’’, diriam os Stones.

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