SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, 4 (AE) - Parte da cidade de Queluz, no Vale do Paraíba, perto da divisa com o Rio, está sob as águas. Há 1.100 desabrigados e os bairros às margens do Rio Paraíba do Sul encontram-se praticamente submersos.
A situação é de calamidade pública e agrava-se a cada hora. As chuvas não param e o nível das águas continua a subir. Boa parte da área central da cidade está inundada. O sistema telefônico deixou de funcionar e a população local está incomunicável. Um homem morreu soterrado hoje (4) e há dez pessoas feridas.
Os bombeiros auxiliam os membros da Defesa Civil no resgate de pessoas ilhadas, principalmente na zona rural. Cerca de 300 casas foram alagadas, a maioria nos bairros centrais próximos das margens do rio. Voltou a chover forte na cabeceira do Rio Paraíba do Sul, nas regiões de Paraibuna e São José dos Campos, aumentando o volume de água que chegará nas próximas horas a Queluz.
A prefeitura pede que se enviem donativos ao município, como alimentos, roupas, cobertas e colchões. Grande parte das famílias atingidas perdeu tudo. Segundo os bombeiros, na cidade de Cruzeiro, o tempo deu uma pequena melhora, mas os acessos à cidade já estão desbloqueados.
O governador Mário Covas sobrevoou de helicóptero a região do Vale do Paraíba, para avaliar a situação. Segundo a Assessoria de Imprensa do Palácio dos Bandeirantes, às 15h45, Covas desceu em Queluz.
Em Guaratinguetá, 600 pessoas foram retiradas de suas casas e levadas para o ginásio municipal e casas de parentes. Mais de cem voluntários ajudam na remoção das famílias. A situação também ficou complicada nas cidades de Aparecida, Potim, Cachoeira Paulista e Piquete.