São Paulo, 26 (AE) - O estudo feito pela USP começou depois das queixas feitas da médica Maria Aparecida Coelho Foganoli. Em 1998, sua filha Thaís, com pouco menos de 4 anos, passou a integrar uma turma onde o sono da tarde não era mais permitido. Com a mudança no ritmo de vida, a menina transformou-se. Exausta quando Maria Aparecida ia buscá-la, a menina dormia no caminho de casa. "Ela ia direto até o dia seguinte", lembra a mãe. O filho mais novo, Victor, não apresentava o mesmo problema. A escola permitia que ele, com menos de 2 anos na época, dormisse à tarde.
Como Thaís não tomava banho ao chegar em casa, Maria Aparecida passava na menina um pano úmido. "Nem assim ela acordava." No dia seguinte, outra batalha era travada para Thaís acordar e ir para a escola. "Nossa casa transformou-se", recorda a médica. Nos fins de semana, a menina descontava. Além de acordar muito além da hora, ela dormia cerca de três horas à tarde.
Nos raros dias em que não adormecia a caminho de casa, Thaís mostrava-se extremamente irritada. Preocupada, Maria Aparecida comentou o caso com a direção da escola, o Centro Educacional Brandão. "Sentia que estava sendo privada do convívio da minha filha", afirma a médica. Ela chegou a escrever uma carta e enviar o parecer de uma neuropediatra.
"Com as dúvidas de Maria Aparecida, resolvemos procurar a USP e a pesquisa foi feita", conta a diretora da escola, Marta Brandão. Em agosto do ano passado, Thaís voltou a cochilar à tarde. Nova mudança ocorreu, dessa vez para melhor. A menina voltou a ficar tranquila, alegre. Segundo Maria Aparecida, hoje a família volta para casa conversando. "Voltei a conviver com minha filha."

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