Queima de livros em Miguel Pereira resulta em demissão
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sexta-feira, 19 de julho de 2002
Beatriz Coelho Silva<br> Agência Estado 
Rio - A queima de 200 livros na cidade serrana de Miguel Pereira causou a exoneração dos dois principais funcionários da área de educação - a secretária, professora Vânia Queiroz, e o diretor de Ensino da Secretaria, professor Valmir Bastos. Ontem, o prefeito Fernando Pontes (PSB) oficializou a saída dos dois, mas os funcionários do órgão dizem desconhecer a medida.
A informação lá é que Vânia saiu de licença e Valmir continua trabalhando normalmente, tendo inclusive dado suas aulas matutinas da Escola Municipal Vera Cruz. Os dois não foram encontrados para falar sobre o assunto.
O prefeito Pontes informou que soube da queima dos livros pela imprensa, pois estava fora da cidade no início da semana quando o fato ocorreu. Ele negou também ter demolido a biblioteca da cidade. ''A questão é que o maior bem cultural da cidade, uma igreja do século 19, ficava escondido pela antiga casa paroquial, um imóvel dos anos 50, em péssimo estado de conservação, onde ficava a antiga biblioteca. Resolvi transferi-la para um prédio novo e demoli o antigo para a igreja aparecer'', justificou o prefeito. ''Quanto à queima dos livros sou contra, abri inquérito contra os responsáveis e eles foram afastados do cargo enquanto tudo não for apurado.''
A queima de livros aconteceu na segunda-feira. A secretária de Educação de Miguel Pereira e o diretor de Ensino da Secretaria decidiram desfazer-se dos livros 'porque eles eram obscenos e possuíam grafia errada'.


