O famoso sabor de Minas Gerais agora é patrimônio cultural imaterial do Brasil. A decisão foi tomada na última quinta-feira pelo Iphan (Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A próxima etapa agora é a homologação do ministro da Cultura, Gilberto Gil.
Em 2002,o Iepha (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) já havia reconhecido a técnica de fabricação do queijo como patrimônio imaterial.
A solicitação do Iphan aconteceu em 2001 partiu dedos próprios produtores artesanais da delícia mineira. Eles foram obrigados a se enquadrarem na legislação sanitária e as exigências da pasteurização não eram condizentes com a tradição secular do queijo produzido com leite cru.
As regiões da cidade histórica do Serro, a Serra da Canastra e Serra do Salitre, onde existem fazendas que mantêm a tradição do artesanal queijo mineiro foram inventariadas pelo Iphan.
A fabricação do produto é uma tradição diária nas regiões produtoras. Somente na sexta-feira da Semana Santa o produto não é feito. O modo de produzir o queijo é o mesmo desde a época da mineração, no século XVIII. A técnica foi trazida das regiões serranas de Portugal, principalmente da Serra da Estrela.
A existência de muitas montanhas em Minas foi fundamental para o crescimento da produção. Como a topografia não era propícia para a criação de gado de corte, o jeito foi investir no gado leiteiro e na fabricação de queijo.

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