Brasília - O ministro da Educação, Henrique Paim, disse ontem, que a queda no número de estudantes concluintes do ensino superior no Brasil está associada a uma série de ações de supervisão e regulação adotadas pelo Ministério da Educação (MEC) para garantir a qualidade na oferta de matrículas.
"Essas ações de supervisão e de regulação que o MEC vem adotando, com suspensão de processos seletivos, redução do número de vagas, fechamento de cursos, descredenciamento de instituições, são ações que vêm sendo tomadas há muito tempo. Então, esse reflexo que nós tivemos agora no número de formandos está associado a ações que foram feitas há pelo menos quatro, cinco anos", comentou o ministro.
"Queria enfatizar que tão importante quanto a expansão do ensino superior brasileiro - que é uma meta estabelecida inclusive no Plano Nacional de Educação - é nós termos o cuidado com a questão da qualidade, por isso que o MEC tem sido muito rigoroso e vai manter esse rigor em relação à expansão da educação superior", disse Paim.
De acordo com o ministro, o governo não vai aceitar a oferta de vagas no sistema federal de instituições e cursos sem qualidade. "Essa preocupação é uma preocupação que esse governo tem", ressaltou.
Para Henrique Paim, a explicação para parte da redução no número de formandos entre 2012 e 2013, está concentrada também nos cursos a distância e nas instituições privadas. "Foram turmas específicas, criadas para uma determinada formação. Quando o curso acabou, elas não foram renovadas", disse. Já no caso da queda nas privadas, Paim admite que são necessários mais estudos para descobrir as causas.
O censo apontou ainda que houve redução no ritmo de expansão do ensino superior brasileiro. Se entre 2007 e 2008, constatou-se um pico de crescimento de 10% de vagas criadas, o índice que vem caindo de forma consistente nos últimos anos, entre 2012 e 2013, o avanço foi de apenas 3,7%. (A.E.)

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