A comerciante Elisa Ivano, 33, engravidou da filha Beatriz aos 22 anos. Apesar de jovem e apta a ter outros filhos, ela não quis. O mesmo ocorreu com a cabeleireira Maria José Fernandes Villatore, 47, mãe do adolescente Giovane, 16. A motivação das duas moradoras de Londrina foi a intenção de oferecer aos filhos a melhor educação e qualidade de vida possíveis.

As famílias brasileiras estão menores

Ambas as mulheres representam uma tendência constatada no Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada no início do mês. Ao contrário das mães ou avós, as brasileiras estão controlando a natalidade e preferindo ter um ou, no máximo, dois filhos.

O rápido envelhecimento da população é uma das consequências do fenômeno. O comportamento abre também o que os demógrafos chamam de ''janela de oportunidades'' ou ''bônus demográfico''. Na prática, significa que o nascimento de menos crianças amplia as possibilidades de investimento na melhoria do atendimento à população infanto-juvenil, com mais qualidade em educação e saúde, entre outras demandas.

De acordo com o resultado das amostras do Censo 2010, a taxa de fecundidade no Brasil apresentou queda de 20,1% na última década, passando de 2,38 filhos por mulher, em 2000, para 1,90 em 2010. O índice está abaixo do chamado nível de reposição (2,1 filhos por mulher) que garante a substituição das gerações. O declínio ocorreu em todas as regiões, atingindo níveis mais baixos no Sul e Sudeste. No Paraná, a taxa de fecundidade ficou em 1,85.

Leia mais na matéria de Carolina Avansini, especial para assinantes da FOLHA

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