Queda na taxa de câmbio já era esperada, afirma Werlang
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de março de 2000
Por Mônica Ciarelli 
Rio, 10 (AE) - O diretor de Política Econômica do Banco Central, Sérgio Werlang, afirmou hoje, na delegacia do BC no Rio
que a queda na taxa de câmbio já era esperada para o primeiro trimestre do ano. Ele lembrou que a oferta de empréstimos internacionais aumentou com o fim da preocupação com o "bug" do ano 2000. Werlang não quis comentar se o governo vai ou não intervir, caso a cotação do dólar caia mais, e lembrou que a principal preocupação do governo é atingir as metas de inflação.
Ele afirmou que as empresas de primeira linha no Brasil pagavam, em média, de 3% a 4% acima da Libor, em março do ano passado, nas operações de trade finance. Hoje, esse percentual é de 0,5% a 0,25% ao ano. "O mercado está aberto a captações e as empresas estão pagando menos", constatou. O diretor ressaltou que o aumento dos combustíveis e das tarifas públicas já era previsto pelo governo e constava nas últimas atas do Copom e no Relatório de Inflação do BC. "A alta dos juros no mercado internacional também já era prevista pelo governo", acrescentou. Segundo Werlang, como o Brasil não tem quase mais dívida de curto prazo, não é tão prejudicado por estas elevações nas taxas internacionais. Ainda sobre os combustíveis, ele afirmou que um novo reajuste não poderia ser decidido antes da reunião da Opep, no fim do mês. "Qualquer decisão, antes disso, seria precipitada", argumentou.


