A queda de uma passarela de pedestres no Lago Igapó 4, na Zona Oeste de Londrina, tornou mais longa a travessia do Jardim Champagnat para o Jardim Universitário. A pequena ponte de madeira, levada pelas chuvas há cerca de 15 dias, era utilizada por moradores para chegar à Avenida Castelo Branco, sem ter de contornar o lago.
  Entre os mais prejudicados pelo incidente estão os alunos e funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que moram na região e vão à pé para a instituição. Segundo o estudante de economia Carlos Caldarelli, 20 anos, morador do Champagnat, o trânsito de pedestres era intenso na passarela, especialmente no início da manhã. ‘‘Agora nós temos que dar a volta até o sinaleiro (da Castelo Branco). São dez minutos a mais de caminhada. Com a ponte ficava bem mais fácil e até compensava ir à p钒, sustenta.
  A mãe do estudante, Maria Inês, 43, afirma que a ponte também facilitava a vida de trabalhadores do Hospital das Clínicas (HC) e freqüentadores do Clube da Costela, localizado bem em frente ao local onde ficava a passarela. ‘‘A ponte era muito bem feita, não era nenhuma pinguela. Era construída em madeira rústica, com concreto por baixo, e tinha apoio para as mãos. Só precisava fazer uma manutenção. Foi uma pena’’, lamenta. No barranco entre o lago e a avenida, ainda estão os degraus de concreto que completavam a travessia dos pedestres.
  Outra moradora que sentiu os transtornos gerados pela destruição da passarela foi a dona-de-casa Leni dos Santos Marcelino, 67. Era por ali que ela passava para chegar à nora, no Jardim Universitário. ‘‘Isso aí foi bem ruim para mim e para os meninos, que atravessavam até de bicicleta. Espero que construam outra em breve’’, suplica.
  Um tronco de madeira e uma rede foram colocados num ponto estreito do lago, junto ao local da ponte, para conter a grande quantidade de lixo que desce pelo lago. Segundo os moradores, a estrutura teria sido montada pela prefeitura na semana passada. Entretanto, o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini, acredita que foram os moradores que fizeram a contenção e que foi justamente isso que provocou a queda da ponte. ‘‘Aquilo foi represando o lixo e a ponte não aguentou. Colocaram sem nossa autorização’’, alega. O secretário afirma que uma nova passarela deve ser construída já nesta semana.

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