Londrina - O dia 12 de fevereiro é uma data trágica para Londrina. Não apenas porque neste dia o Teatro Ouro Verde foi destruído por chamas. Exatamente seis anos antes, a marquise do Anfiteatro do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) caiu, matou duas pessoas e feriu 22.
Naquela data a UEL, que também administra o Teatro Ouro Verde, sediava o 26º Congresso Brasileiro de Zoologia. Assim como o incêndio, a queda da marquise aconteceu numa tarde de domingo.
Seis anos depois da tragédia, a UEL acumula sete processos, que ainda estão em andamento. Um deles é o da família de João César Eugênio de Boscoli Rios, 21 anos, que morreu no desastre e era estudante da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto.
A bióloga Amanda Lucas Gimeno, de Campinas (SP), também morreu na queda da marquise. A família dela, no entanto, não entrou com ação contra a UEL.
Claire Clara Borges Jezéquel teve a perna direita amputada por conta da queda da marquise. Ela vive em Ribeirão Preto. De acordo com o advogado dela, Irineu Codato, uma liminar fez com que a UEL pagasse uma prótese alemã e também uma pensão de aproximadamente cinco salários mínimos. A ação que Claire move contra a universidade continua tramitando.
A procuradora em exercício da UEL, Angélica Aparecida Oliveira, afirmou ontem que precisaria fazer um levantamento sobre a situações dos processos relacionados ao caso. ''A procuradora está em férias e volta em março. Eu acho que não saiu nenhuma sentença ainda. Devem estar todas em primeira instância'', disse.
A UEL ainda aguarda uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) para poder remover os entulhos e liberar o local. O anfiteatro foi liberado em março de 2008, após reformas e manutenção completa. Porém, uma parte do local permanece interditada por força de uma ação cautelar de produção de provas movida pela empreiteira responsável pela obra.

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