Imagem ilustrativa da imagem Queda de lajes mata estagiária e deixa dois feridos em faculdade de Maringá
| Foto: Divulgação/Defesa Civil

A estagiária de Engenharia Civil Natália Meira Celeste, de 20 anos, morreu no início da tarde desta quinta-feira (16), após a queda de cinco lajes em um bloco em construção no centro universitário da Unicesumar, em Maringá, pela manhã. Ela era acadêmica da instituição. Outros dois trabalhadores da obra também foram atingidos e permanecem internados em hospitais da cidade.

Segundo informações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, a laje do quinto andar da obra cedeu e caiu sobre dois trabalhadores da construção civil. O incidente provocou um "efeito cascata" sobre as outras lajes e atingiu a estagiária que estava no segundo piso.

O coordenador da Defesa Civil em Maringá, Adilson Costa, disse que ela chegou a ficar presa sob os escombros e foi socorrida com politraumatismo e parada cardiorrespiratória, que foi revertida pelos socorristas ainda no local. Ela e Joelson Trevisan Pires foram levados para a Santa Casa. A terceira vítima, Antônio Sérgio Fernandes, foi encaminhada para o HU (Hospital Universitário) de Maringá, por volta das 11h30.

Natália morreu por volta das 12h30. Segundo a assessoria da Santa Casa, Pires passou por uma cirurgia e permanecia na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) até a noite de quinta-feira (16). O estado é grave e as equipes estão tentando estabilizá-lo.

Fernandes sofreu ferimentos no crânio, mas está orientado e consciente. Ele permanece em observação neurológica na sala de emergência do HU, onde fez uma tomografia, exame que será repetido após 24 horas, está consciente e passou por atendimento psicológico.

De acordo com Costa, a queda da laje deve ser apurada pelo Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) e o ocorrido, que resultou em uma morte e outros dois feridos, será apurado pela Polícia Civil.

A assessoria de imprensa da instituição de ensino divulgou, às 15h, uma nota oficial sobre a morte de Natália. Leia a íntegra:

NOTA OFICIAL IMPRENSA

É com pesar e consternação que a UniCesumar informa que na data de hoje (16/05) ocorreu um acidente no prédio em construção, com a queda de uma peça de laje pré-moldada.

O acidente ocorrido por volta das 10 horas da manhã feriu dois funcionários da empresa terceirizada, que se encontram hospitalizados. Também foi atingida pela queda da laje uma aluna do 4º ano de Engenharia Civil da Instituição, que realizava estágio na obra, e infelizmente não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito por volta das 12h30, na Santa Casa de Maringá.

Informamos ainda que a empresa terceirizada, contratada para realização da obra, é uma empresa com mais de 40 anos no mercado e conta com alto grau de credibilidade e também providenciará todos os esclarecimentos técnicos necessários. Além disso, a UniCesumar mantém uma auditoria terceirizada, permanente na obra, com a finalidade de garantir os procedimentos técnicos.


É certo que um acontecimento como este exige tomada de providências para verificação das razões do ocorrido, o que desde já está sendo feito.


CREA-PR VAI CONCLUIR RELATÓRIO

A fiscalização do Crea-PR (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná) acompanhou as movimentações de resgate do desabamento que ocorreu durante a construção de um prédio universitário de Maringá. De acordo com o Crea, a construtora apresentou responsável técnico e, portanto, estava regular no Crea-PR. No local, foram coletadas informações para um relatório mais detalhado do acidente para a fiscalização da conduta ética do profissional responsável pela construção do bloco, além de outros profissionais responsáveis por outras etapas da construção.

Para o documento, o Crea-PR irá solicitar laudos sobre o acidente ao Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Polícia Civil. Fotos e vídeos também deverão ser anexados ao relatório final do órgão, que será enviado à Câmara Especializada do Conselho. A análise poderá identificar se houve falha humana do profissional que responde pela obra. Se isso for confirmado, o engenheiro poderá sofrer advertência reservada ou pública e, em última instância, ter o registro profissional cassado pelo Crea.

(Colaborou Larissa Ayumi Sato)

(Atualizado às 19h51)

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