São Paulo- Há dez anos, um Fokker-100 da TAM caiu sobre uma área residencial no Jabaquara (zona sul de SP) e matou 99 pessoas. Agora, erros e acertos de familiares em busca de indenização servem de orientação a parentes dos 154 mortos no vôo 1907 da Gol, que caiu há cerca de um mês no Mato Grosso. Com isso, a expectativa é de que as famílias dos passageiros da Gol encurtem o caminho na Justiça para obter a reparação da perda.
Demorou cinco anos para começar o pagamento das indenizações no caso do vôo 402 da TAM, que caiu 25 segundos após decolar de Congonhas (zona sul) com destino ao Rio. É possível, porém, que os acordos no caso da Gol sejam firmados em até dois anos, caso sigam o precedente aberto pelo desastre da TAM. Essa é a previsão da microempresária Sandra Assali, 50, que perdeu o marido na tragédia da manhã de 31 de outubro de 1996 e hoje é presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos. ''O acidente da TAM foi uma espécie de cobaia. Erramos e acertamos (na busca da indenização). Houve muito desgaste desnecessário.''

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