Queda de energia no centro prejudica trânsito e comerciantes
Semáforos de oito cruzamentos foram afetados por cerca de quatro horas
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
Semáforos de oito cruzamentos foram afetados por cerca de quatro horas
Heloisa Gonçalves 

Entre 10h e 14h desta sexta-feira (28), 820 imóveis da região central de Londrina ficaram sem energia. A assessoria da Copel informou à FOLHA que rajadas de vento localizadas romperam cabos de energia da Rua Belém, causando o desligamento temporário. A manutenção da rede foi concluída às 13h56, normalizando os serviços nas unidades prejudicadas.
O problema também inutilizou os semáforos da área, que ficaram aproximadamente quatro horas sem funcionar. Antes da chegada de agentes da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) para realizar intervenções e evitar mais transtornos, um pedestre assumiu por conta a função de direcionar os motoristas passando pelo cruzamento da Avenida Leste-Oeste com a Rua João Cândido. No total, a falta de energia afetou sinaleiros de oito cruzamentos: Leste-Oeste com as ruas Itajaí, Bahia, Guaporé, João Cândido e Belém, e as ruas Guaporé com Amapá, Rio Grande do Norte com Bahia e São Vicente com Belém.
A CMTU garantiu à FOLHA que não havia nenhum problema com os equipamentos, e que “não funcionaram porque não havia energia elétrica".
Prejuízos aos comerciantes
A queda de energia durante parte da manhã e tarde prejudicou comerciantes da região central. A loja Eletrônica Tecnoshop, localizada na Guaporé, realiza consertos de aparelhos elétricos, como caixas de som, rádios e microfones. A atendente Fernanda Paulino explicou que a energia é essencial para que os reparos sejam efetuados, não sendo possível trabalhar na loja sem ela. “Todo mundo ficou à toa, com um monte de coisa para ser feita e não tinha como fazer. Com aparelho precisando ser entregue, a gente queria devolver hoje o aparelho, e ficou todo mundo parado”, reclamou.
A atendente disse que a loja não foi fechada porque a entrega de produtos já consertados foi possível. Mencionando prejuízos financeiros, ela destacou que o problema ocorreu “em péssima hora”, por conta da chegada do Carnaval.
Paulino contou à FOLHA que parte da clientela leva dispositivos que necessitam de reparo justamente por conta de quedas de energia. “Muitos aparelhos que chegam para consertar estragaram porque a energia acaba e queimam quando ela volta”, explicou.
Outro empreendimento que sofreu dificuldades para oferecer serviços foi a Rei dos Guarda Chuvas, loja de importação e distribuição na Guaporé. O catálogo de produtos abrange de materiais escolares a aparelhos eletrônicos e brinquedos.
A gerente de vendas Marjorie Rodrigues informou que os clientes tiveram que ser atendidos “manualmente”, sem o auxílio do computador, o que levou alguns a "irem embora porque não tiveram paciência de esperar". Ela disse que a situação prejudicou "ainda mais quem é da parte de vendas". "Ainda mais no último dia do mês, para fechamento de meta. A gente teve que se virar e foi bem prejudicial em questão de valores”, lamentou. Rodrigues estimou que a loja deixou de faturar cerca de R$ 25 mil nesta sexta (28).
A impossibilidade de ligar o ar-condicionado também foi motivo de reclamação da gerente, mencionando o calor de 34ºC que Londrina enfrentou próximo ao meio-dia. Com a falta de energia e escuridão no ambiente, os funcionários tiveram que almoçar à luz de lanternas. “Sorte que a gente tem o fogão, tivemos que esquentar a comida nele. Teve gente que foi almoçar fora, então ficou bem complicado mesmo.”
Problema antigo
As funcionárias reclamaram das quedas de energia constantes na região. Fernanda Paulino afirmou que é comum a luz “oscilar” no local, caindo temporariamente, mas geralmente voltando na mesma hora.
Já Marjorie Rodrigues se queixou de problemas mais permanentes na loja onde trabalha, lembrando de uma ocasião no ano passado em que a energia foi cortada por conta de um temporal e quatro computadores queimaram.
A FOLHA questionou a Copel sobre as interrupções na região. A assessoria informou que foi feita uma análise do histórico recente de desligamentos, e que “não há registro de faltas momentâneas na região, nem reclamações recebidas a respeito".


