Goiânia, 02 (AE) - O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Sulivan Silvestre, morreu na noite desta segunda-feira (01) na queda de um avião sêneca de registro PT-EQZ, proveniente de Brasília.
O avião caiu sobre uma casa no Setor Goiânia 2, próximo ao Aeroporto Santa Genoveva. Além de Sulivan, morreram o comandante Aguimar Domingos Rosa, que pilotova o aparelho, o auxiliar administrativo Adão Fernandes Sobrinho e uma quarta pessoa ainda não identificada. Os moradores da casa - o professor Luizmar de Paula, a esposa e os três filhos do casal - saíram ilesos do acidente.
O avião foi fretado pela Funai na tarde de ontem para transportar Sulivan até Goiânia, onde ele se encontraria com índios pernambucanos às 21h45.
Segundo o vizinho Davidson Dantas, a aeronave atingiu várias árvores, postes e parte do telhado de sua casa antes de cair e pegar fogo.
O bimotor destruiu parte da residência do professor e o carro de propriedade da família.
A perícia do Corpo de Bombeiros encontrou os corpos carbonizados e teve dificuldade para fazer a identificação.
Os moradores da região contaram que ouviram um grande barulho na hora da queda. Segundo Dantas, é comum a passagem de aviões em baixas altitudes no bairro, assustando os moradores. Assim que ouviu o barulho da queda, Luizmar, que estava dando aulas em uma casa vizinha, correu até sua residência, entrou pelos fundos e quebrou uma janela, por onde sua mulher e os três filhos fugiram.
O último contato que a tripulação do aparelho fez com a torre de controle do Aeroporto Santa Genoveva foi às 21h25 e, segundo técnicos da Infraero, ainda havia combustível suficiente para mais duas horas e meia de vôo. A aeronave partiu de Paracatu (MG), fez escala em Brasília, onde embarcaram o presidente da Funai e os outros dois passageiros.

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