Queda da temperatura reduz atividade física
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sexta-feira, 04 de junho de 2004
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O inverno nem mesmo começou e as cidades do Estado começam a registrar baixas temperaturas. O friozinho incentiva as pessoas a ficarem em casa, deixando de lado as atividades físicas. Uma pesquisa, desenvolvida pela equipe do programa Curitibativa, da Secretaria Municipal do Esporte e Lazer, pode ser modelo para ilustrar um quadro que afeta todos os paranaenses. Os dados, coletados no período de agosto de 2002 a setembro de 2003 com 2.841 pessoas na Capital, revelam que aproximadamente 70% dos curitibanos, entre 18 e 59 anos, estão em níveis de atividade física abaixo do ideal.
''Na verdade, cerca de 44,5% estão moderadamente ativos, que precisam de pouco coisa para se tornarem ativos, como caminhar mais, deixar o carro em casa por um dia para ir trabalhar, ter um esforço maior para fazer as coisas'', explicou o coordenador do Curitibativa e professor de Educação Física, Ramiro Eugênio de Freitas. Ele também disse que as comodidades que a tecnologia proporcionam hoje afastam as pessoas das atividades físicas. ''As pessoas poderiam ir comprar o pão indo a pé na padaria que já ajudaria. Mas hoje todo mundo cuida mais do carro do que de si próprio.''
Com o frio, que já começa a espantar as pessoas da rua nesta época do ano, as atividades físicas caem bastante, quando é necessário ter ainda mais cuidados. A pesquisa realizada pelo Curitibativa apontou que 52% das pessoas estão acima do peso na Capital. ''No frio a alimentação costuma ser mais calórica e todo mundo se mexe menos porque usa muita roupa, além de não praticar atividade alguma. Depois ficam na correria para exibir o corpo no verão, o que pode acarretar problemas. Então, é melhor aproveitar essa época de frio para se cuidar mais'', aconselhou Freitas.
Outro ponto interessante destacado pela pesquisa é a relação das atividades físicas entre os homens e as mulheres. O sexo feminino costuma procurar práticas esportivas e preventivas após os 30 anos, faixa em que o sexo masculino deixa de se interessar pela saúde do corpo. ''A longevidade da mulher é exemplo disso. Enquanto a mulher passa a se preocupar com a saúde ao longo dos anos, o homem, quanto mais velho fica, deixa de prestar atenção nisso, só vai no médico quando já está na maca'', alertou o professor.
Uma das maiores barreiras para que não pratica atividade física é a falta de auto-estima e força de vontade para sair de casa. Muitas vezes acima do peso, as pessoas deixam de procurar lugares especializados com medo de não se encaixarem no 'padrão de beleza' das academias. Freitas afirmou que a melhor saída é procurar as próprias áreas livres da cidade como o Parque Barigui em Curitiba ou o Zerão em Londrina e profissionais da área de saúde em programas do município. ''O importante é as pessoas não ficarem inativas. Não adianta ficar sentado o tempo todo no trabalho, só usar elevador e ficar em casa no final de semana. Tem que procurar qualidade de vida'', completou Freitas.


