Queda da Selic terá efeito imediato na retomada de investimentos
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terça-feira, 28 de março de 2000
Por Rita Tavares 
São Paulo, 29 (AE) - O presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, disse hoje que a redução da taxa Selic para 18,5% terá um efeito imediato na economia, com a retomada de uma boa parte dos investimentos programados pelas grandes empresas, que cotaminarão toda a cadeia produtiva. "O empresário é ciclotímico. Quando aponta um sinal positivo, a reação é rápida", disse Piva.
A expectativa da Fiesp é que a indústria brasileira cresça 4,5% neste ano, superando o crescimento esperado de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), caso a taxa Selic esteja entre 16% e 16,5% no final de 2000 e a inflação fique em 6%. "A taxa de juros faz uma enorme diferença para nós", afirmou Piva, ponderando que 0,5 ponto percentual pode significar uma redução de custo de milhões de reais para um financiamento feito por um grande empresário.
Segundo ele, a queda dos juros abaixo de 19% desde a adoção do Real tem também um efeito psicológico importante porque mostra que não há um patamar mínimo.
"A taxa poderia ter caído antes, disse o presidente da Fiesp, atribuindo o conservadorismo do Banco Central na semana passada à indefinição do preço do petróleo no mercado internacional e à expectativa sobre o valor do novo salário mínimo. A reação rápida e surpreendente do Banco Central, segundo Piva, foi "um sinal positivo".
"É compreensível que o BC seja conservador, mas o excesso de prudência não se justifica", afirmou, listando condições internas e externas favoráveis à queda.


