Quebrado sigilo bancário de ex-presidente do TRT-SP
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Por José Ramos e Rosa Costa 
Brasília, 20 (AE) - A CPI do Judiciário aprovou, em sessão hoje, a quebra do sigilo bancário e telefônico do ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo Nicolau dos Santos Neto, do presidente da Construtora Incal, Fábio Monteiro de Barros Filho, e de José Eduardo Correia Teixeira Ferraz, diretor financeiro da construtora. A CPI determinou, ainda, a indisponibilidade de bens da Incal Incorporadora Ltda., da Incal Construção e de José Eduardo Correia Teixeira Ferraz e Nicolau dos Santos Neto. Aprovou, ainda, o envio de ofício à Polícia Federal, determinando que o ex-presidente do TRT paulista está proibido de ausentar-se do País enquanto durar o trablho da CPI. As providências estão relacionadas a denúncias de superfaturamento na construção da sede nova do TRT paulista. A CPI marcou três novos depoimentos destinados a obter informações sobre irregularidades no Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba. No próximo dia 26 serão ouvidos Elder Santiago de Brito
subprocurador do TRT paraibano; Vicente Wanderley, ex-presidente do mesmo TRT e o deputado Giovanni Queiroz (PDT-Pará). A comissão tomou, hoje, o depoimento da presidente do Banco da Amazônia S/A, Flora Valadares Coelho, sobre o processo pelo qual o banco foi obrigado pela justiça a pagar uma indenização de R$ 81 bilhões a uma madeireira.


