Quebra-molas precários geram críticas
Lucinéia Parra
De Maringá
Maioria dos 500 quebras-molas de Maringá está irregular de acordo com o novo Código Brasileiro de Trânsito
Instalados para evitar acidentes de trânsito, os quebra-molas tornaram-se problemas para as prefeituras e um dos principais causadores de danos aos veículos. Em Maringá, existem cerca de 500 quebra-molas, praticamente em todos os bairros e até mesmo na área central da cidade. A maioria está irregular de acordo com o novo Código Brasileiro de Trânsito e apresenta deformações por causa da má conservação.
Além da falta de pintura, boa parte dos quebra-molas está desgastada pelo tráfego de veículos. Alguns chegam a ficar com as ferragens utilizadas para sustentar a estrutura do obstáculo expostas. É o caso do quebra-mola existente na Avenida Tiradentes, uma das principais vias de Maringá. Um dentista que não quis se identificar disse que teve o carter de seu carro furado por um ferro que estava levantado.
Passei pelo quebra-mola e senti que alguma coisa estava errada. Quando fui ver, um ferro que havia levantado do quebra-mola atingiu o carro. Tive que trocar a peça, lamentou.
O caminhoneiro Ari Lopes de Oliveira também critica a má conservação dos quebra-molas. Ou a prefeitura faz a manutenção deles, inclusive mantendo a pintura, ou retira todos, reclamou. Ele contou que já passou por maus momentos na cidade dirigindo o carro da mulher. Tem quebra-mola que a gente não vê de jeito nenhum e outros que a gente leva um susto de tanto impacto que causa.
A má conservação dos obstáculos não ocorre só em Maringá. Em Sarandi (7 km a leste de Maringá), a prefeitura já começou a implantar o novo sistema viário no centro da cidade e uma das medidas será retirar a maioria dos quebra-molas. Já retiramos quatro e vamos readequar aqueles que estão irregulares de acordo com o novo código de trânsito, afirmou o engenheiro da prefeitura, Bauer Geraldo Pessini.
Além do padrão irregular, os quebra-molas instalados em Sarandi também estão desgastados e com as ferragens expostas. Isto ocorre porque há um desgaste natural da camada asfáltica, mas a malha de ferro não danifica os veículos, justificou Pessini.
De acordo com o secretário de Transportes de Maringá, José Henrique Camargo, a prefeitura está readequando alguns quebra-molas, mas a grande dificuldade é dar conta de todo o serviço em pouco tempo. Camargo garantiu que nos dois últimos meses foram reformados 18 quebra-molas. O número é baixo se comparado aos quase 500 obstáculos existentes na cidade.
É um trabalho muito demorado. Geralmente a reforma de um quebra-mola leva um dia todo para ser realizada. Sobre a má conservação dos obstáculos, Camargo disse que são poucos os casos de obstáculos com exposição de ferragens. Ele desconhecia o problema do quebra-mola da Avenida Tiradentes. Estou sabendo agora e já vou providenciar o reparo, afirmou.
Conforme o secretário, o objetivo é retirar a maior parte dos quebra-molas a longo prazo. Por enquanto, disse ele, a prefeitura está instalando os redutores eletrônicos de velocidade (pardais). Quando a velocidade do fluxo de veículos ficar adequada, daí vamos retirar os quebra-molas, garantiu.





